Um lobo solitário é mais romântico que uma matilha unida e contente.
Quando um abraço não se faz
E o beijo maduro segue em frente sem olhar para trás
O que era doce, mas frio, se refaz
De fibra, tinta, puro cartaz
A noite carregada pelo vento
Vestida de escuro pula sozinha o muro do dia
Invade nossa casa contida
Pisa altiva no sentimento
Desliza pela fechadura
Desarruma a gente, garrafa, agulha
Esparrama roupas pelo chão
Lambe, delicadamente, cada parte do seu corpo
Após o toque, deixa um calor sombrio adormecido em tudo
O caminho colorido, depois dela, veste negro em linha dura
Passa descarada pelo vão
Geme em cada quarto o seu refrão
Com seu celeste rabo de algodão humedece, sorve e estratifica a vida
Mascara um movimento, que por sua vez, esconde um lamento
Deixando livre somente o contínuo arfar sonolento
Existem gestos que só a noite faz.
Existem versos que só o escuro traz.
murmúrios.
sábado, 14 de novembro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
Jardim
Em muitas noites tenho desejo de enterrar o amor.
Socá-lo até fundo do "nunca mais".
O problema é ele florescer em cachos frondosos, coloridos,
num carnaval zombador de meu tormento.
finjo calada.
tudo bem, não me importo
espero murchada
tudo bem, eu suporto
passam uma, duas, três horas
a tempestade devastadora
ficou quieta, virou muda, uma santa.
Então, não sorriu,
me esguio e podo,
doloridamente,
doloridamente,
cada mortalha em pétala até desflorar novamente,
num vazio nu e vermelho,
de dor, de flor
que não sente.
que só mente
e ressente
até o último não.
foda-se a minha horta.
Assinar:
Postagens (Atom)
Quem sou eu
- Marina.
- Só os loucos dizem a verdade. Eu nunca minto. (mentira). Dane-se. Que me importa? Que te importa? Dane-se.
Arquivo do blog
-
▼
2009
(2)
- ▼ 11/08 - 11/15 (1)
- ► 01/11 - 01/18 (1)