sábado, 17 de janeiro de 2009

Jardim

Em muitas noites tenho desejo de enterrar o amor.
Socá-lo até fundo do "nunca mais".
O problema é ele florescer em cachos frondosos, coloridos,
num carnaval zombador de meu tormento.
finjo calada.
tudo bem, não me importo
espero murchada
tudo bem, eu suporto
passam uma, duas, três horas
a tempestade devastadora
ficou quieta, virou muda, uma santa.
Então, não sorriu,
me esguio e podo,
doloridamente,
cada mortalha em pétala até desflorar novamente,
num vazio nu e vermelho,
de dor, de flor
que não sente.
que só mente
e ressente
até o último não.



foda-se a minha horta.

Quem sou eu

Só os loucos dizem a verdade. Eu nunca minto. (mentira). Dane-se. Que me importa? Que te importa? Dane-se.

Quem habita amigo é: